sábado, 23 de setembro de 2017

Oficina de Papel na Arirambas

Agnes e Luis saíram de casa meio sem café da manhã, com o carro lotado de galões de água, pratos, talhares, copos, bacias e baldes. Eu fui depois, de bicicleta.
Dizem que a agente nunca esquece como se anda de bicicleta, mas eu me senti reaprendendo tudo desde o momento que sentei no selim: essa é a altura correta? Pra diminuir a marcha da coroa uso o dedão ou indicador? Ih, errei na subida...
Quando cheguei naquela subidona da Rogério Weber, com o coração quase me saindo pela boca, lembrei de como era importante inclinar o corpo pra frente, interagir com a bicicleta distribuindo peso.
Depois que atravessei a ponte, veio o trecho em estrada de chão. Se as pernas já estavam sacudidas pelo esforço, agora era a vez dos braços formigarem de tanto tremerem.
Lago do Maravilha
A estrada de terra está muito boa, mas os abismos desbarrancados assustam um pouco.
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O pessoal vem pescar nesse pedral
A boca do Maravilha, pouco antes de desaguar no Madeira
Demorei um pouco mais de uma hora pra chegar na casa do Jairo (Arirambas). O suadouro vem depois que a gente para. Durante a trajeto, tem vento na cara e eu nem senti que estava pedalando ao meio-dia.
A oficina de papel já tinha produzido diversos exemplares e Seone me guiou pelo processo (e pelos baldes e bacias em que há matéria-prima pronta pra virar papel).
Cida e Agnes

Jairo

Não dava mais tempo de participar da oficina, então registrei o que tinha sido produzido.
Damian com máscaras e chapéu de fibra de bananeira

Papéis expostos pra secarem


Luis contou que todos pararam pra ver Agnes brincando com as crianças e que foi muito bom ver como as crianças mais velhas que ela a protegiam (de quedas e outros embaraços) e cuidavam dela durante o corre-corre. Pena que eu não tinha chegado ainda.
Nos próximos dois sábados tem mais oficinas (biojoias e de articulação). A programação completa está aqui.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mein Freund, der Baum

Damian e Jairo já subiram no coqueiro e tiraram cocos de lá - e Agnes olhando. Não é à toa que ela sabe falar "coco" e adora sentar aos seus pés pra cavocar a terra, coletar coquinhos, flores de coco e o que mais tem ali. Agora descobriu um assento na raíz.

Quando nós entramos nessa casa, dois anos atrás, esse coqueiro parecia morto. De tanto regar a terra e lhe dar atenção, nos retribuiu com muitos frutos. A água é meio passada, mas se deixar o coco secar, a gente tira a polpa branca e grossa.

Vamos brincar de quebra-cabeça?

 Funciona assim, mamãe: eu sento em cima do quebra-cabeça
 E você quebra a cabeça pra me tirar daqui sem chorar.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O Grito dos Excluídos

Gabriel e Agnes comendo pipocas FORA TEMER do MAB
O desfile de 7 de setembro tem uma outra dimensão em Porto Velho que em outros lugares do Brasil. Porque aqui, fronteira do país e Amazônia, a presença militar é forte, de modo que grande parte do público veio ver familiares desfilando. E notamos que as pessoas valorizam esse evento (quase tanto quanto o carnaval), porque o clima é de festa na cidade.

Chegamos 1 hora atrasados, ainda assim antes do começo do desfile. As bandeiras do MAB e os cartazes FORA TEMER estavam ali onde havia barulho. Movimentos sociais e igreja católica trouxeram por volta de 100 pessoas para frente do palanque das autoridades para performar o Grito dos Excluídos.
... a luta é todo dia!
Saímos antes do fim, para evitar o tumulto das multidões. Ao sairmos, a voz no microfone anunciava a parceria da Maçonaria e fez uma explicação e propaganda cheia de substantivos majestáticos (eu sei que isso não existe, mas foi assim que soaram "ética, moral e fraternidade"). Daí começaram a cair pingos de água do céu e nós ainda estávamos na altura das crianças das escolas que iam desfilar esperando pra entrar na avenida. A chuva foi engrossando e quando finalmente chegamos no carro, eu já estava ensopada.

Não sei o que aconteceu na Av. Imigrantes, mas desconfio que o desfile tenha sido interrompido pela chuva (e não pelo Grito dos Excluídos).

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Natação para bebês

Procurei em muitas escolas de natação em Porto Velho. A maioria tem natação para crianças a partir dos 4 anos, só duas tinham natação para bebês. Dessas duas, só uma tinha piscina com água aquecida (mas o chuveiro é frio, então Agnes esperneia bastante).

Fui numa aula-teste sem a Agnes, pra acompanhar a turma com uma boneca de plástico. As atividades de movimentação na água são vinculadas a musiquinhas e a aula foi estressante pra mim, porque todos os bebês choraram muito.

Quando entrei com a Agnes na piscina, os bebês que tinham chorado na aula anterior faltaram. Só duas crianças tinham vindo e Agnes virou peixe. Foi uma ótima primeira aula: sem traumas, sem choro, só alegria. Mentira: ela chorou sim, mas foi na hora de sair da piscina.

Decidimos continuar com a natação - que é bem melhor que creche.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Aumentou a família

Dois filhotes e a mãe à direita, pra se ter uma ideia de tamanho
Os nossos porquinhos-da-índia (que apenas chamamos de "bichinhos") deram cria. Não sabemos bem quando eles nasceram, nem quantos eram originalmente. Reparamos que a porquinha (reconhecível pelas orelhas rosadas) estava gorda, devagar e comendo vorazmente, atrevendo-se a disputar a comida das galinhas e não se importando com a nossa proximidade. Aí apareceram esses três filhotes: um todo branco, que fecha os olhos vermelhos pra comer, outro quase todo preto e o terceiro mais branco que preto.
Os três filhotes
Mesmo que a gente alimente as galinhas primeiro, em lugar diferente, elas sempre gostam mais de passear em cima da comida dos porquinhos-da-índia e bicar as frutas deles. As galinhas parecem devotar a vida à procura de alimento.
As galinhas que comem tudo - o tempo todo

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

The long way home

Agnes conseguiu dormir em todas as viagens de avião, inclusive nesse bercinho acoplado à parede da cozinha do avião que cruzou o oceano. O berço era bem do tamanho dela e ela tinha pouco espaço para se virar, esticar e dobrar.

Ficamos muitíssimo aliviados ao saber que mesmo tendo sido comprados em separado, os voos de Bremen a Frankfurt e de Frankfurt a Guarulhos podiam ser conjugados. Isso significava então que as nossas malas foram despachadas em Bremen e não tiveram que ser resgatadas e despachadas em Frankfurt, mas seguiram direto pra GRU. Não era só a questão prática, mas também o tempo: tínhamos pouco tempo em Frankfurt e aquele aeroporto é imenso.

Em São Paulo pegamos (eu pela primeira vez) um Uber pra casa da Olga. Que viagem... O cara perguntou se eu sabia o caminho, eu disse Marginal Tietê, Pinheiros, Interlagos e sobe pro bairro. Ele decidiu seguir as instruções do GPS. Fomos margeando toda a periferia da Zona Leste, feia e sem verde, cheia de buracos e quebradas. Daí saímos em Diadema, margeamos a represa Billings e quando eu me localizei, porque lembrei do caminho que se fazia pra casa da Fini Polzer (que fazia o melhor Apfelstrudel de São Paulo), ele pegou outras curvas pra trás e demorou mais meia hora pra sair na rotatória do Hospital Pedreira. Cheguei dizendo pra Olga que trafegamos por caminhos que nem ela conhece.

Essa foi, pra nós, a pior viagem, porque estava claro que o motorista não sabia pra onde estava indo. Custou menos que o ônibus, mas demorou mais que o dobro.

Despedida da casa dos avós

Pouco antes de partirmos de Bruchhausen Vilsen, meus pais ainda tocaram música para Agnes. Minha mãe na clarineta, meu pai no violão, tocaram e cantaram algumas canções, dentre elas uma especial, que eles batizaram de "Canção para Agnes" (Du bist Du).

Deve ter contribuído para acalmar a menina, porque a viagem de volta foi bem tranquila.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Universum

Eu tinha muito boas lembranças do Universum, o museu interativo e científico que fica na Universidade de Bremen, onde estudei por um ano (1999). Luis topou, Philip também, então fomos todos explorar a nova exibição.
Tudo mudou, mas ao mesmo tempo a ideia permanece a mesma. O museu pode ser comparado a um grande parque de diversões, e se aprende brincando.
Agnes logo entendeu a pegada do museu e passou a se divertir, apertando botões e esperando se surpreender.

Foi aqui que ela mais se empolgou e vibrou. Andava e gesticulava, provocando imagens bem psicodélicas.
Gostamos muito da experiência!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Papai chegou!

Oma, Opa, Agnes e papai. Churrasco de comemoração
Havíamos nos separado em Frankfurt: eu segui com Agnes para Bremen e Luis foi de trem a München, visitar a prima e família. E a saudade foi crescendo conforme o tempo ia passando. Ao final de uma semana, Agnes dizia papai papai papai pras paredes.
Minha dupla preferida
Enquanto papai estava longe, Agnes foi dando seus primeiros passos desassistidos, aumentando cada vez mais os percursos e diminuindo as paradas no meio do caminho. Agnes ganhou confiança para caminhar sozinha na casa dos avós. Luis ficou muito impressionado com o desenvolvimento rápido dela.

sábado, 5 de agosto de 2017

Maria-Fumaça

Esperando o trem
Em Bruchhausen Vilsen tem um trem (que faz parte do Museu) que funciona de fim-de-semana. Apita, cospe fumaça fedorenta e fica cheio de turistas da terceira idade.
O trem
Embarcamos e seguimos para Asendorf, a poucos quilômetros daqui. O trajeto durou mais que o previsto e Agnes começou a gritar de fome, mas isso foi na volta. Na ida, ela curtiu as sensações de andar de trem-museu.

Os campos de trigo
As fotos são de Karin Rosenbaum.

No jardim

As fotos são de Karin Rosenbaum.


Brombeeren. Ela gosta mais de Heidelbeeren (mirtilo).

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A bateria da máquina fotográfica

Danke, Ulla!
Eu tinha esquecido o carregador da bateria da minha máquina fotográfica e tirei a última foto (antes da bateria acabar) no zoológico de Frankfurt. Daí a minha tia (Ulla) mandou um zap perguntando se ainda estamos vivos, porque não vinha mais nenhuma foto. Contei do carregador e passei a usar mais o celular.

Na casa dos meus pais não tinha nenhum cabo que fizesse a bateria recarregar dentro da máquina, e o carregador Canon que a minha mãe tinha era de outro tamanho. Fomos na loja de fotografias e máquinas fotográficas de Bruchhausen Vilsen e a moça me disse que não tinha nem cabo nem bateria pra vender, mas que com sorte eu acharia alguma coisa em shoppings de informática tipo Mediamarkt ou Saturn.

Sexta-feira era dia de visitar o Philip em Bremen, então eu podia correr atrás de bateria. Mas não foi preciso, porque de manhã chegou um pacote pelo correio contendo um carregador universal. Minha mãe logo concluiu que isso era coisa da Ulla. E era mesmo. Ulla, a resolvedora de problemas.
Foto tirada com a minha máquina no trailer do Philip
Assim Agnes teve tempo de tocar violão, baixo e outros instrumentos cujo nome não me recordo. Esse da foto, por exemplo, foi o Philip que fez com base numa botija de gás.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Spielplatz

Isso é um instrumento musical
Os meus pais estão conhecendo novas facetas de Bruchhausen Vilsen ao levar a pequena Agnes para os parquinhos locais.

Agnes se divertiu muito tirando diversos sons desses metais que compõem um xilofone. Se divertiu mais ainda com a areia (até o ponto de enfiar areia na cara) e gritava de alegria com a água, apesar de gelada.