segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Festinha

De olho no bolo. Foto: Berenice Tourinho
Apesar da previsão de 27mm de chuva, fizemos churrasco e chamamos umas 30 pessoas. Veio metade disso, o que foi bom, porque coube todo mundo confortavelmente dentro de casa quando começou a tempestade.
Foto: Berenice Tourinho
A integração entre os nossos convidados, vindos de universos sócio-culturais tão distintos, foi o mais bacana de observar.
Foto: Berenice Tourinho
E achei bom também deixar a Agnes no colo da Ana Carolina (muito empenhada em segurar a menina sem que ela chorasse e bastante curiosa em relação à maternidade) e da vizinha (já mãe de crianças maiores, que ganhou fama aqui de "encantadora de bebês").

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

4 meses

Ói nóis aqui traveis
Como passa rápido!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Regularizou

Ontem entreguei o último vidro de leite congelado pra Iracema, do Banco de Leite Humano. No auge da minha produção, ela levava 4 vidros de 300ml por semana, o que dá um pouco mais de um litro. Daí baixou pra 2 vidros grandes e um pequeno, 2 grandes, e ontem ela levou um pequeno que passei a semana inteira enchendo.

Com muita dó de deixar de doar, expliquei que não está mais sobrando leite, que Agnes toma tudo. A melhor hora pra tirar leite é de madrugada, mas eu não consigo mais acordar antes dela, pra tirar leite. Iracema entendeu perfeitamente e disse que a grande maioria das doadoras só vai mesmo até o terceiro mês de vida do bebê, que é quando a produção de leite se ajusta às necessidades da criança.

Por um lado me sinto aliviada, porque é uma tarefa a menos no meu cotidiano (e agora, mais pro fim, quando eu tirava leite antes de dormir, saía tão pouquinho que eu dava risada, mas também agoniava: quantas vezes vou ter que tirar ainda, pra encher aquele copo?), mas por outro lado me sinto mal em relação às crianças que deixam de receber o meu leite. Espero que outras mães assumam o meu lugar.

domingo, 7 de agosto de 2016

Shantalla e banho de balde

Ontem Agnes e eu participamos de uma oficina no Araripe de Shantalla (massagem indiana no bebê) e ofurô, que é o nome chique para banho de balde. Éramos sete mães com seus respectivos bebês com idades entre 1 e 5 meses. Imagina a choradeira em coro. Quando um começava, os outros embalavam a chorar.
Foto: Isabela
A massagem eu já sabia fazer, mas não fiz muito, porque Agnes me dava a entender que apenas tolerava a massagem nos membros (barriga e cabeça não tinha jeito).
Foto: Isabela
Ali no Araripe não foi muito diferente. E lá o mais interessante pra ela eram os outros bebês. Ela chorava, eu pegava no colo e ela ficava olhando todo mundo. Se deitasse, ela chorava de novo.
Foto: Isabela
O banho de balde absolutamente não foi relaxante (do tipo que o bebê dorme) pra nossa pequena. Ela ficava se divertindo, batendo na água. Mais ou menos como ela faz quando toma banho de banheira.

Quando chegamos em casa, ela dormiu por 3 horas direto - o que nunca acontece de dia.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Seminário do PIBIC

Hoje teve início o Seminário Final do PIBIC (Programa institucional de Bolsas para Iniciação Científica). Este ano, o PIBIC completa 25 anos na UNIR. Eu apresentei um projeto sobre linguagem na afasia e quatro Planos de Trabalho, executados por cada um dos meus orientandos. Dois são da Medicina e dois das Letras. O PIBIC dura 1 ano e eu engravidei, fiquei de repouso e de resguardo nesse tempo. Os meninos tiveram que desenvolver sua autonomia - tanto para ir a campo e interagir com sujeitos afásicos como para fazer suas leituras.
Fábio

Fábio estudou a relação do sujeito afásico com sua afasia e percebeu que afasia é muito mais que um distúrbio de linguagem, mas uma questão social. Estudante de Medicina, percebeu como o diagnóstico e a tipificação da afasia não ajudam a compreender o sujeito afásico, nem a desenvolver terapias compatíveis.
Maurício
Maurício se concentrou nos gestos de um dos sujeitos afásicos - tema muito pouco estudado por linguistas, já que não concentra no verbal, mas na comunicação não-verbal. A maior dificuldade dele foi encontrar bibliografia que tratasse do gesto que acompanha ou substitui a fala/ a palavra. Estudante de Letras que está aprendendo Libras, entendeu que os gestos do sujeito afásico são como os nossos gestos de cada dia.
Stefânia
Stefânia entrevistou duas fonoaudiólogas para entender como elas lidam com o diagnóstico de afasia dado pelo médico e como elas fazem a avaliação de linguagem para desenvolver a fonoterapia. Entendeu que os testes de linguagem avaliam muitas coisas, até mesmo linguagem, mas nunca a linguagem toda, apenas fragmentos ou tarefas (repetir palavras, circular palavras, enumerar coisas etc.). Estudante de Medicina, envolveu-se com as questões de terapia individualizada.
Emanuelly
Emanuelly estudou o que chamamos de "linguagem possível", ou seja, estratégias linguísticas do sujeito afásico para contornar seu problema de linguagem. O achado mais interessante do trabalho dela foi quando, envolvido numa brincadeira em que o sujeito afásico tinha que dizer o nome dos objetos que apalpava numa sacola preta, o sujeito afásico indicou o número de sílabas da palavra que dá nome ao objeto. Estudante de Letras que também estuda Libras, ficou sinalizando com o Maurício os nomes dos objetos dentro da sacola.
A mais jovem pesquisadora
E apesar de eu estar de licença maternidade, a presença do orientador era imprescindível. Eu poderia ter pedido para alguém me substituir, mas quem é que estuda afasia na UNIR? Fomos com a Agnes, que já foi apresentada a meio mundo.
O quarteto fantástico
Estou bastante orgulhosa dos meus orientandos que não iniciei no fazer científico em si (discutir ciência, afinidades teóricas, ensinar a técnica de escrever: como citar, como referenciar etc.), mas que eu certamente envolvi num grande problema que eles gostaram bastante de debulhar. Senti que os dois de Medicina se envolveram bastante com os sujeitos afásicos e suas realidades e que os de Letras se envolveram com os dados que estes sujeitos lhes ofereceram.

Foram feitas muito poucas perguntas por parte da banca, e foram dadas mais orientações técnicas ("isso não é conclusão, mas resultado", "Na metodologia você não deixa claro que se trata de um estudo de caso" etc.). Isso tem a ver com a área em que os trabalhos foram inscritos: Vida e Saúde. Os professores da banca eram mais familiarizados com questões de genética, saúde do trabalhador e biologia que afasia e portanto aproveitaram pouco os trabalhos dos meus orientandos.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Pediatra

Julho é mês de férias, então não se consegue marcar consulta com o pediatra assim, de primeira. Andei ligando para alguns, e o mais surpreendente é a agenda deles. Quando eu ligo pro ginecologista, por exemplo, a consulta só será realizada dali a um mês. Mas quando eu ligo pro pediatra, é dali a dois dias, para o dia seguinte, às vezes pra dali a algumas horas. A secretária que menos trabalha para marcar consultas atende o telefone para marcar consultas entre 6:45 e 7:00 da manhã e depois entre 13:30 e 14:00. Essa secretária reserva 45 minutos do dia para marcar consultas! Se ligar de manhã, a consulta será de tarde, se ligar de tarde, será na manhã seguinte.

Bom, fomos a um pediatra e voltamos de lá sabendo das medidas da menina. Agnes tem 62 cm e pesa 6,5 kg. Isso significa que, desde que nasceu, ela cresceu 11 cm (quando a média, em 3 meses, é de 7) e quase dobrou o peso.

terça-feira, 19 de julho de 2016

As pipas e o muro

No mês de junho as pipas começam a enfeitar o céu. E continuam dançando com suas rabiolas julho adentro, até o vento parar de soprar.

No condomínio, não havia ninguém empinando pipas. Por causa da fiação, porque não pode ficar no meio da rua - esse pessoal dirige meio sem regras dentro do condomínio - porque a mãe não deixa. Então o menino ia até o gramado que termina no muro que separa o condomínio do resto da cidade. Ficava andando, olhando as pipas empinadas pelos meninos da favela. Às vezes se cansava e sentava na grama, com os olhos fixos nas pipas e na dinâmica delas. Foi se acostumando com as cores e estilos, imaginando a fisionomia de cada dono de pipa do outro lado do muro. Voltava sempre pro gramado, não apenas para ver as pipas no céu, mas também para coletar pipas cortadas que caíam dentro do condomínio.

Quando juntou três pipas dos meninos do outro lado do muro, chamou os amigos pra empinar pipa. Bem no muro. A algazarra foi grande. Talvez as pipas que eles soltavam fossem reconhecidas, o que tornava a disputa ainda mais interessante. Os meninos do outro lado do muro usavam cerol. Os meninos do condomínio não podiam usar cerol, porque a mãe não deixa.

E as pipas foram cortadas e se balançaram no vento até caírem no território em que tinham sido confeccionadas. Houve júbilo do outro lado do muro, silêncio no condomínio.

sábado, 16 de julho de 2016

3 meses

Agnes Maria, Maria Nayara e merry Lou
Hoje Agnes Maria completou 3 meses de vida. Parece que os horários de sono se estabilizaram: ultimamente ela tem dormido das 18h até meia-noite e depois da 01h às 07h da manhã. Se eu for dormir quando ela acorda no meio da noite (o que aconteceu nos últimos dias, quando meus 4 orientandos PIBIC e eu está vamos finalizando o relatório final), ela não me acorda mais de noite.

Tenho a sensação de entender o que ela precisa quando chora: mamar, dormir, trocar fralda. E conversamos pra caramba numa língua cheia de [uh]s e [ie]s. Essa é a melhor parte do dia: conversar e rir com a Agnes.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

Noturna


Só hoje de noite ela se abre.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Babador

Agnes está babando tanto que decidimos que ela precisa usar babador.

Só ainda não acertamos a posição dele...

terça-feira, 5 de julho de 2016

Saindo da posição deitada

A musculatura da minha menina está se desenvolvendo e ela não deixa mais a cabeça (que deve ser a parte do corpo mais pesada) cair.

Hoje Agnes descobriu que tem dois pés. Pelo menos eu acho que foi isso que aconteceu quando a sentei no meu colo e ela ficou olhando demoradamente para um pé, depois pra outro, arregalando os olhos quando eu mexia num pé dela e sorrindo quando eu encostava a mãozinha dela no pé dela. Disso eu não tenho foto, porque as minhas mãos estavam segurando as dela.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Parei de comprar fraldas

Ontem chegaram as últimas fraldas de pano que comprei pela internet. Agora que Agnes tem 21 fraldas de pano modernas, nunca mais precisarei comprar fraldas (porque mesmo para os dias pós-vacina, ainda tenho muitas fraldas descartáveis).

Optei pelas fraldas ecológicas porque não vazam (importante!), deixam a pele respirar, não assam, não poluem o planeta com excesso de lixo e acompanham o crescimento da criança, de modo que economizamos dinheiro. Passei muito tempo pesquisando fraldas de pano na internet e acabei experimentando e optando por duas marcas: Nós e o Davi e Dipano. Existem outras marcas, como Fralda Madrinha, Fralda Bonita (de Gramado!!!), Fio da Terra e Morada da Floresta.

Agora Agnes tem grande variedade de tecidos à disposição - tanto internos como externos. Ok: as fraldas de pano pocket são compostas por duas partes: a capa e o absorvente.

Nós e o Davi:

As "fresquinhas" têm a capa externa em material de biquíni (a parte colorida) e a parte interna em dry-fit. Esse tecido me parece ser o mais bem escolhido para interiores de fraldas, porque deixa o líquido passar (e ser absorvido pelo absorvente), segura o resto e solta o cocô facinho na água. A Nós e o Davi tem absorventes em melton (parece uma flanela) que precisam ser dobrados no meio e inseridos no bolso da fralda (por isso pocket).
Interior de dry-fit
 As de pano vêm com duas possibilidades de interior: algodão e microsoft.
Interior de algodão
Interior de microsoft
Essa da foto de cima é uma "noturna", um pouco maior, com absorvente mais comprido. Ainda não colocamos na Agnes, porque ela é muito grande e parece envergar a coluna da menina. A capa externa das noturnas é em minky, que parece fleece. Se aquece de noite, não sei.

Nós e o Davi fica em Santa Catarina e assim que as fraldas chegam, eles mandam textos e vídeos instrutivos de como cuidar das fraldas (como lava, seca, dobra etc.).

Dipano:

As fraldas Dipano todas têm a capa externa em PUL (que é uma sigla), que é um material que não se produz no Brasil. Todos os interiores das capas dessa marca são em microsoft. O que as diferencia (além da cor ou estampa) é o fecho. Comprei as de velcro para facilitar a vida do Luis.
Fecho de velcro
Porque as de botão têm muito botão pra escolher:
Fecho de botão
Dipano fica em São Paulo e eles mandam dois absorventes para cada fralda. Como não precisa dobrar esses absorventes e eles não me arrepiam quando molhados, prefiro usar todos os absorventes Dipano (inclusive nas fraldas Nós e o Davi).
Agora a máquina de lavar trabalha todos os dias. A maquinada da noite (com enxágue duplo) é a das fraldas da Agnes.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

MaRvada vacina

Assim que nasceu, Agnes tomou pelo menos três vacinas: BCG (contra tuberculose), hepatite B e gripe H1N1 (que eu também tomei, não teve jeito). A marca no braço dela infeccionava e sarava, até ela completar 2 meses.

Aos 2 meses iniciou-se o calendário de vacinas dela. Por coincidência, Luis tem uma aluna, Thaís, que é vacinadora. Quando Luis viajou, Thaís e eu fomos no posto onde ela trabalha, pra tomar 4 vacinas: três agulhadas na perna e gotinhas na boca. Difteria, tétano, coqueluche, meningite, poliomielite, pneumonia, otite e rotavírus. Não sei como tudo isso está distribuído, mas Thaís disse que a última injeção, a mais dolorida, continha 5 vacinas.

Claro que Agnes chorou, claro que ela berrou. Esperamos que ela se acalmasse e entramos no carro. Logo ela adormeceu, exausta. A vacinadora do posto tinha dito que nos 4 dias seguintes a criança vai eliminar os vírus pelas fezes (e tem umas vacinas aí com o vírus vivo) e que por isso eu tinha que jogar as fraldas fora logo, não deixar no lixo no quarto. E tinha que dar banho depois de cada cocô, o que significaria uma boa média de 5 banhos por dia durante 4 dias. E Luis viajando.

Me dei conta que eu não poderia continuar usando as fraldas ecológicas e precisava voltar a comprar fraldas descartáveis. Com Agnes dormindo no carro, comprei R$ 100,00 em fraldas. Thaís disse que quando Agnes acordasse, ia chorar muito, porque a vacina "dá reação" em muitas crianças. Se ela tivesse febre, era pra dar paracetamol.

Chegamos em casa e Thaís fez compressa fria nas pernas da Agnes que, apesar do susto, sorria pra nós. Thaís foi embora e Agnes adormeceu de novo.

Quando ela acordou, chorou por 3 horas. E eu não sabia por que. Troquei fraldas, ofereci o peito mais de uma vez, fiz compressas, nada adiantava. Ela gritava tanto como no dia em que nasceu de cesárea e ficou sem mãe ou peito até a mãe se recuperar da anestesia. Percebi que eu não podia mudar a menina de posição, que todo o corpo dela doía terrivelmente. Pelo whatsapp Luis mandou dar tylenol. Tem aí, ele escreveu. No desespero, abri uma embalagem de remédio em que estava escrito algo com as letras t - y - ol e "paracetamol" e "alívio de dor e febre". Dei 6 gotas, porque Agnes pesa 6 kg.

Parou de chorar meia hora depois e dormiu. Uma hora depois acordou, mamou tudo que tinha nos meus peitos e depois de mais uma hora voltou a gritar de dor. Dei mais cinco gotas, chorando junto com ela, porque imaginei que isso nunca teria fim. Eu não queria entupir a menina de analgésico.

Dormiu no meu ombro e não tive coragem de tirá-la de lá. Conversei com as mães do grupo Araripe sobre essa primeira vacina e foram unânimes: dá reação. O que Agnes não teve foi febre e dor nas pernas - ou se teve, estavam junto e misturados com a dor generalizada. Outra coisa que vem no pacote da "reação" - que ninguém tinha me explicado o que é exatamente - é enjoo. Isso ela também não teve, porque mamou bem. Conversei com o Luis, no meio do congresso, e quase decidi nunca mais vacinar a nossa filha contra nada. O atual programa brasileiro de vacinas conta com 18 vacinas até o primeiro ano de vida. Essa, de três injeções e gotinhas, é repetida aos 4 e aos 6 meses de vida.

Ainda com a Agnes no ombro, pedi pra Berenice um contato de uma pediatra de confiança dela. Conversei com a pediatra e ela disse que não tinha muito que fazer. Quando me enrolei com os nomes do remédio que eu tinha dado (dipirona, tylenol, paracetamol pra mim eram tudo a mesma coisa e coincidentes com aquilo que eu tinha dado a ela), ela alertou que existe um similar do tylenol - não é nem genérico - que não faz muito efeito. Quando finalmente deitei a menina no berço, fui ver o que estava escrito na embalagem do remédio que eu tinha dado: "tyledol (paracetamol) sabor tangerina".

Luis descobriu que pela rede particular existem vacinas acelulares, ou seja, que contêm o antígeno, não a bactéria e por isso não dão reação. Lendo sobre vacinas, descobri que na rede pública algumas vacinas são multidose: uma vacina serve pra muita gente, por isso precisa ser conservada de maneira diferente e contém derivados do mercúrio... Por fim, tem a questão do preço. Uma das mães Araripe escreveu no whats que a vacina de meningite custava, com desconto e sem nota fiscal, R$ 700,00.

O capetalismo é do mal, mesmo. Você quer evitar que seu filho sofra dor no corpo, mas vai ter que pagar (caro) por isso. Depois que tudo aconteceu, percebemos que vacinar a criança não é uma coisa simples e teria exigido de nós um trabalho de pesquisa anterior - que não fizemos porque ninguém nos avisou o que a vacinação envolve.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

2 meses

Maria Nayara, Agnes Maria e MaryLou
Hoje, 16 de junho, Agnes Maria completa 2 meses de vida. Já interage super comigo, sorrindo e emitindo sonzinhos fofinhos. Gosta de sorrir especialmente quando está em fraldas e roupas limpas. Hoje Luis viu a menina tirando a chupeta da boca e segurando-a na mão (ela ainda não consegue botar de volta na boca...).

Primeiro a gente queria fazer festa de 15 dias e convidar todo mundo que a gente conhece, pra celebrar o milagre que é essa menina. Aí o tempo ficou apertado e decidimos fazer festa de um mês. Dois dias antes da suposta festa de um mês, fomos com a Agnes no casamento da Paula e decidimos que ainda era muito cedo pra fazer festa, mas nos propusemos a fazer festa de 50 dias. Aí o pediatra disse que eu não deveria expor a criança, nem sair de casa com ela. Você é mãe, você deve proteger sua filha. Pronto. Agora quem quiser ver a Agnes vem aqui.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sou doadora de leite

Porque eu tenho um tipo de sangue raro (A-), tentei doar sangue mais de uma vez. Toda vez que eu ia no Hemocentro da Unicamp, me mandavam de volta pra casa, com a missão de comer mais feijão porque tem ferro. Diziam que se tirassem sangue de mim, eu ficaria anêmica.

Agora estou produzindo mais leite que Agnes consegue processar. Desde que aprendi a ordenhar o peito, tenho tirado leite todos os dias e jogado fora. Como tem muita gente que por alguma razão não consegue/pode amamentar, me sinto na obrigação de doar esse leite excedente.

Hoje veio a mulher do Banco de Leite. Esperei quase três semanas pela vinda dela. Ela me devolveu o meu cartão de gestante e me entregou dois frascos esterilizados num kit coleta: máscaras, toucas, etiquetas e os dois frascos pra semana inteira.
A primeira coleta de leite foi direto no frasco que ela me trouxe. Agora ele está datado e guardado no congelador. As coletas seguintes acontecerão num outro frasco que eu mesma vou esterilizar e o leite será adicionado ao congelado. Até completar o frasco. Aí começa o segundo e logo a mulher volta aqui pra levar esses dois e me trazer outro kit coleta.

sábado, 11 de junho de 2016

Sobre fraldas

Putz papo cabeça, né? Mas é o que me ocupa os pensamentos ultimamente.

No começo, Agnes era recém-nascida e a gente comprava fraldas RN, tanto Pampers como Huggies (da Turma da Mônica). Mas aí comecei a achar que as Huggies RN estavam ficando pequenas e resolvi usar as Pampers tamanho P que a Rafaela tinha nos dado antes da Agnes nascer. Essas eram enormes, a gente demorou um pouco a entender o que era frente e o que era atrás e o pior: elas espalham o cocô. As Huggies tamanho P não são do mesmo tamanho que as Pampers P. Não espalham o cocô, porque a textura do absorvente é similar à do modess. Mas vazam. Na roupa da Agnes e às vezes até na minha roupa.

Se essas são as melhores marcas de fraldas descartáveis, qual alternativa tenho? Fraldas de pano. Não do tipo que dobra segundo os ensinamentos da avó e prende com alfinete, mas ainda assim, fraldas de pano (modernas). Comprei uma pra experimentar. Quando ela chegou pelo correio, fiquei preocupada com o tamanho dela.

A maioria das roupas da Agnes cabe nela com essa fralda de pano. Ela é composta de duas partes: essa que se vê (em material de biquíni com forro dryfit) e uma flanela dobrada, chamada de absorvente, que vai dentro dela.
Pedi mais fraldas porque como são ajustáveis, podem ser usadas até a criança não precisar mais de fraldas; e porque não vazam. O tecido dryfit deixa o líquido passar pro absorvente e o resto fica ali, dentro dos limites da fralda.

A vantagem das descartáveis é que são descartáveis e que o gel dentro da fralda incha quando entra em contato com líquido. Assim eu sempre sei quando é preciso trocar a fralda. A fralda de pano não avisa que a criança fez xixi.

A desvantagem das descartáveis é que são descartáveis. Um pacote acaba muito rápido e pra onde vai esse lixo todo? Outra desvantagem é que vazam ou espalham o cocô (do umbigo à lombar). Por fim, tem a questão do preço: os produtos ecológicos (estou pensando no coletor menstrual e no Biowaschball), você compra uma vez e potencialmente usa pra sempre. O preço de cada fralda de pano (que dura enquanto a criança precisar usar fraldas) equivale ao preço de um pacote de fraldas descartáveis (que acaba em poucos dias).


sexta-feira, 10 de junho de 2016

A função do polegar opositor

Semana passada Agnes descobriu que tem dedos na mão direita. Provou todos e elegeu um como o seu preferido: o polegar opositor, tão comemorado pela humanidade, assumiu a função de substituto de chupeta.

domingo, 5 de junho de 2016

Sorriso, riso e risada

Desde o início, mas provavelmente não ainda na maternidade, Agnes Maria sorri quando mama e quando dorme. Aí depois notamos que ela dá gargalhadas audíveis, mas somente enquanto dorme.

Agora, que ela acompanha a gente com o olhar e já sabe procurar o meu rosto quando a deito no meu colo com as costas voltadas pra mim, ela está direcionando o sorriso e o riso para mim. Especialmente de madrugada, quando ela fica acordada olhando o mundo, eu sento na cama com as costas apoiadas, flexiono os joelhos e sento a menina nesse vale que se forma entre o meu rosto e os meus joelhos. Com os rostos na mesma altura, brincamos de fazer caretas (o repertório dela é bem maior que o meu).

Desculpem o clichê, mas a primeira vez que ela sorriu pra mim, meu coração derreteu e minha alma se iluminou. É sempre a mesma sensação como aquela que senti quando, muito tempo atrás, olhei pra ela no berço e senti, pelo olhar dela, que ela me reconheceu. É como se Agnes percebesse que não sou nem uma extensão dela, nem um suporte que caminha ou um peito que dá leite. É como se ela percebesse que eu sou a mãe dela.

Essa postagem não tem foto dela sorrindo, porque esses momentos ainda são muito raros e curtos.

domingo, 29 de maio de 2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Banco de Leite

Ainda na maternidade, no alojamento conjunto, havia uma moça, Soraya, que todo dia drenava 2 copos de leite. Ela foi a única que não teve problema algum com a amamentação (o bebê da Kelly não mamava, Stefamilly tinha os bicos fissurados, Sulemir e eu ficamos com o leite empedrado). Soraya não só era mãe do terceiro filho, mas também já tinha sido doadora de leite. Ela nos ensinou a tirar leite, mas os nossos problemas eram outros. Eu, pelo menos, precisava primeiro de massagem pra desempedrar o leite. E quando apertava pra tirar leite, saíam umas gotinhas de colostro bem amarelo.

Agora Agnes Maria passou a engasgar cada vez mais. Começava mamando normal, tranquila, com a pega correta, mas mais pro final se rebelava: mordia, puxava, apertava o peito com as mãos, soltava chorando, engasgava e tossia. Fora isso o nariz dela entupiu e ela fazia barulho de porquinho quando respirava pelo nariz. Dormir e mamar ficaram complicados.

Decidimos procurar ajuda profissional. Uma das orientações que toda mulher recebe ao sair da maternidade municipal é dirigir-se ao Banco de Leite (que fica no Hospital de Base. Uns 10 anos atrás, quando não existia a maternidade municipal, os partos pelo SUS era feitos no HB). Não se trata apenas de doar ou receber leite, mas de receber atendimento e informação.

Com um mês e meio, 56 cm de comprimento e pesando 4,8kg, Agnes parecia ser o bebê mais velho na sala de espera. Quando relatei os engasgos e desesperos dela, as atendentes suspeitaram que eu tinha boa produção de leite. Uma enfermeira pediu pra eu colocar Agnes no peito e observou como ela mama. Depois me mostrou como tirar leite.
- Pega assim, aqui, com esses dois dedos, agora aperta assim e pronto: chuveirinho!!
Caramba, e não é que o leite saía de chuveirinho mesmo? Em jatos para direções diferentes, impressionante. Eu nunca tinha suspeitado que tivesse leite demais e precisasse tirar leite pra minha filha mamar tranquilamente.

Me perguntaram se eu queria ser doadora. Eles entregam os frascos esterilizados e uma vez por semana alguém vem em casa para buscar. Achei fantástico e me sinto na obrigação de doar mesmo. Disse que primeiro eu queria aprender a ordenhar esse leite direito. Por enquanto estou treinando e percebendo que a produção de leite aumentou ainda mais. Desse jeito, chego fácil fácil nos dois copos de leite da Soraya. Pena que o processo todo não é indolor... mas talvez só esteja desconfortável no começo, que ainda estou pegando o jeito.

Depois de aprender a tirar leite, ainda passamos na pediatra. É preciso elogiar a qualidade do atendimento que recebemos pelo SUS e o comprometimento desse pessoal com o bem-estar da mãe e do bebê. Tanto na maternidade como no Banco de Leite. Já passamos em 2 pediatras pelo plano de saúde, e comparando com a pediatra do Banco de Leite, eu diria que uma diferença básica está no tempo: pelo plano, somos atendidos em 5 minutos (depois de horas de espera), ao passo que no SUS a orientação geral parece ser "o tempo que for necessário". E essa tranquilidade faz toda diferença e dá segurança.

domingo, 22 de maio de 2016

Slingue

Foto: Luis
Quando a Helena (do Grupo Araripe) me disse que tinha slingue modelo wrap para recém-nascidos, fiquei levemente preocupada: será que eu vou saber amarrar isso? Eu te ensino, ela disse.
De fato, ela mostrou como se cruza o tecido de 5m nas costas e na frente e como se encaixa a criança no tecido (ela usou uma boneca). Daí eu tive a oportunidade de mostrar que eu tinha entendido tudo e coloquei a Agnes no slingue. É como estar grávida de novo, mas o peso fica mais em cima.
Foto: Luis
O slingue esquenta, então é melhor usar de noite, quando o ar condicionado está ligado, ou de manhãzinha, quando tem uma brisazinha lá fora. As vantagens são muitas: dá pra fazer um monte coisas com as duas mãos livres, tipo comer, estender a roupa no varal etc. e ela dorme muito tranquilamente quando grudada no corpo. Além de dormir bem, dorme mais e acorda bem disposta.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Um mês

Hoje, 16 de maio, comemoramos o primeiro mês de vida da nossa filha.
Agora ela já ajuda a tirar a roupa (os braços, pelo menos, fazem o movimento de sair das mangas), toma banho de chuveiro e aprendemos a evitar jatos de cocô em cima de nós e do resto da paisagem em volta. 
Ela já demonstrava força nas pernas e nos braços antes, quando escalava o Luis. Agora o pescoço dela está ficando mais firme.
Cada dia é diferente, mas de noite ela mantém um ritmo de dormir por 3 horas.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Agora somos três

Minha mãe e minha tia chegaram bem antes da Agnes nascer. Quando eu ainda estava grávida, elas se ocuparam com coisas que elas partilham: montaram um quebra-cabeça de muitas peças, jogaram paciência no computador e passaram a limpo (uma decifrava e ditava, a outra digitava) as cartas trocadas entre o meu avô e minha avó desde antes da Guerra. Ambos os pais delas escreviam numa caligrafia que Ulla teve que estudar primeiro. Catapultadas para o passado, esperavam a chegada da Agnes.
Eu no fim dos 9 meses. Agnes veio com 40 semanas e 5 dias. Foto: Karin Rosenbaum

Então Ulla passou a última semana no Brasil em Gramado, com a minha avó e mais dois irmãos. Ela foi justo quando aquela frente fria castigou o sul com temperaturas bem baixas. Aqui, quando a frente fria chegou, tivemos dias frescos e minha mãe pôde vivenciar um clima extraordinário em Porto Velho.
Dia 30, sábado, minha mãe se encontrou com Ulla no aeroporto de Guarulhos (foi uma aventura envolvendo uma triangulação telefônica e muita sorte) e as duas voltaram para casa. Meu pai tinha ficado um mês sozinho...

No tempo em que ficaram aqui, elas me ajudaram muito com a Agnes e com a casa. Assim que cheguei da maternidade, ainda me recuperando da cirurgia e com pouca mobilidade, tive a maior crise emocional. Psicólogos dirão que voltei à minha infância, e foi bom ter a minha mãe aqui, pra me falar da minha infância.

Agora somos só nós três. Luis é um pai muito participativo e fazemos quase tudo juntos. Agnes adora dormir no colo dele, balançar na cadeira com ele e temos a impressão de que ela já nos ajuda com a roupa (que até agora foi sempre o maior terror dela: botar roupa. Maior que tomar banho!).
Foto: Karin Rosenbaum
Agora ela já fica mais tempo acordada, olhando o mundo. Eu ainda não consigo fazê-la arrotar e gradualmente tenho andado mais com ela. Quando ela dorme e não tem muita fralda pra lavar, a gente dorme também, ou cuida das nossas coisas (licença maternidade, migração de plano de saúde, revisão de artigo).

A vida do Luis continua seguindo aquela linha, só que agora com a sobreposição de mais duas: virou Chefe de Departamento e pai. A minha vida tomou outro rumo. Não sou mais professora, não vou mais ao supermercado, não dirijo mais etc. No futuro, vou retomar a linha que estou deixando agora e, como o Luis, seguirei duas linhas sobrepostas: mãe e profissional.
Foto: Karin Rosenbaum

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Presentes do Jairo

Cupuaçu. Foto: Karin Rosenbaum
Logo quando veio, Jairo trouxe um monte de presentes do sítio. Não só trouxe cupuaçu (que está em falta, devido à vassoura de bruxa), como ensinou a fazer suco e creme.
Despolpando cupuaçu com a tesourinha.
Pupunha. Foto: Karin Rosenbaum
A pupunha virou purê e todos acharam que tinha gosto de pinhão - menos o Jairo.
Descascando pupunha cozida.
Banana, tucumã, cupuaçu e macaxeira do sítio do Jairo
A macaxeira do sítio do Jairo é sem igual: muito boa.